Superestabilização da Piscina Isso realmente existe?
Entenda o conceito de estabilização do cloro e os argumentos técnicos apresentados pela GENCO® sobre a chamada superestabilização.
O debate sobre a superestabilização
A campanha contra os cloros estabilizados continua presente em consultas, sites e outros meios. Algumas informações divulgadas no mercado atribuem aos produtos isocianúricos — os chamados cloros estabilizados — problemas relacionados à desinfecção da água e à chamada superestabilização.
Entre os argumentos apresentados está a afirmação de que o uso contínuo de cloro estabilizado poderia acumular ácido cianúrico e reduzir a ação do cloro.
Este artigo apresenta a posição técnica da GENCO® sobre essas afirmações e os fundamentos utilizados para discutir o tema.
Mas estabilização do cloro existe?
Sim. A estabilização do cloro é apresentada no artigo como um processo comprovado por estudos científicos, testes de laboratório, testes de campo e décadas de aplicação em piscinas.
Nos anos 1950 e 1960, verificou-se que a adição de pequenas quantidades de ácido (iso)cianúrico à água de piscinas podia reduzir de 50 a 75% a perda de cloro residual provocada pela radiação solar. A partir daí, o ácido isocianúrico passou a ser utilizado como estabilizante.
O que é o cloro estabilizado
Posteriormente foram desenvolvidos produtos químicos obtidos pela reação de cloro com ácido isocianúrico, chamados clorocianúricos ou isocianúricos clorados. Quando adicionados à água, eles geram ácido hipocloroso — o ingrediente ativo do cloro — e ácido isocianúrico, que atua como estabilizante.
Segundo o artigo, essa característica permite reduzir o consumo de cloro necessário para manter desinfetadas piscinas expostas ao sol, em comparação com produtos não estabilizados.
Então, superestabilização não existe?
O artigo relata testes de campo com residuais elevados de ácido isocianúrico nos quais não teriam sido constatadas adversidades à qualidade da água, à eficiência da desinfecção ou à segurança toxicológica dos usuários.
O que pode se acumular na água?
O artigo chama atenção para o fato de que qualquer produto químico adicionado à piscina pode deixar subprodutos ou sais dissolvidos. No caso de produtos contendo cálcio, o uso continuado também contribui para elevar a concentração de cálcio e outros sais.
Quando a água atinge um limite de saturação, pode tornar-se turva ou leitosa, formar depósitos em paredes, pisos, equipamentos e tubulações e comprometer a eficiência do sistema.
Poderíamos chamar de supercalcificação?
O artigo usa essa pergunta para reforçar que diferentes produtos liberadores de cloro deixam subprodutos na água. Alguns aumentam o pH e exigem correção com ácido; outros reduzem o pH e exigem correção com base.
Toda adição de produto químico que permaneça na água contribui, em maior ou menor grau, para os sólidos totais dissolvidos. Se não houver renovação por chuva, retrolavagem, transbordamento e reposição, esses sólidos tendem a aumentar.
Esse fenômeno pode ocorrer em piscinas tratadas com diferentes tipos de produtos clorados e pode ser mais rápido em águas aquecidas.
Por que a troca parcial da água funciona?
Essa situação é abordada diretamente no artigo.
Segundo a interpretação apresentada, a correção funciona porque a substituição de parte da água dilui os sólidos dissolvidos. O ácido cianúrico também diminui, mas junto com os demais sais presentes.
Assim, o artigo sustenta que a melhora observada após a renovação parcial da água não demonstra, isoladamente, que o ácido cianúrico era a causa do problema.
CRQ IV nº 04405984

